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"É muito interessante participar de um congresso em que estejam todas as partes envolvidas. Aqui encontramos os principais palestrantes, além das participações das maiores empresas que atuam nesse mercado"
Eduardo Hernandes, do Banco do Brasil julho de 2008

"Termino o evento muito satisfeito com as palestras e os resultados obtidos nos networks. O assunto está muito objetivo e qualificado"
Marcelo Bortman, da Velosa Advogados – julho de 2008.

 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 


 
 
 
 
 

 
 

Pagamentos via terminais móveis conferem segurança e agilidade

Hoje o Brasil conta com mais de 152 milhões de celulares, dos quais 124 milhões (81,59%) são pré-pagos e 28 milhões (18,41%), pós-pagos, segundo a Anatel. É fato que a mobilidade já é uma realidade no dia-a-dia das empresas, quer na utilização interna na busca pelo aumento de produtividade e na otimização de processos, quer no desenvolvimento de novos produtos e serviços para os usuários finais. Com isso, um novo componente ganha cada vez mais adeptos em busca de segurança e agilidade em suas operações. Trata-se do M-Payment (serviço que permite transações financeiras via terminais móveis, especialmente celular e i-Phone), que já faz parte da rotina de grande parte dos brasileiros, que utilizam o serviço para todos os tipos de pagamentos, entre eles: táxi, recarga de celulares, delivery, compra de passagens, presentes, compras on line, redes de fast food, entre outros. No entanto, é cada vez mais fácil realizar pagamentos, compras e transações financeiras através do celular, mas a variedade de soluções e suas características muito diversas apontam para soluções que ainda precisam ter seu uso legitimado pelo público amplo.

No Brasil, o cenário atual é de expectativa. Um grande número de empresas testa a solução e busca o melhor modelo de negócios. Lançar uma tecnologia inovadora como o m-payment pode representar um salto frente à concorrência. No entanto, muitas empresas ainda se mostram reticentes quanto aos riscos do negócio, em itens como receita, segurança e qualidade do serviço

A convergência de aplicações financeiras para telefones móveis faz parte do maior processo de automatizar o processo de aplicações financeiras propriamente ditas. A mais influente evolução na automação do setor financeiro está, sem dúvida, ocorrendo no que a indústria de serviços financeiros e os bancos chamam de "núcleo de soluções bancárias". "Core Banking" é a atividade desenvolvida por uma instituição bancária com o seu varejo e seus clientes das pequenas e médias empresas – seus principais clientes. Soluções de core banking é o jargão industrial financeiro relacionado com plataformas que alavancam a Internet e outras novas tecnologias da comunicação para fornecer aos bancos alcance dos negócios. A manifestação física deste âmbito é crescer em números de pontos de presenças dos bancos (PoP). Core banking acrescenta caixas automáticos (ATM) e dispositivos de usuários, tais como computadores e aparelhos celulares para a lista de banco PoPs. A influência da automação das aplicações de core banking se estende para além das funções convencionais bancárias e abrange a grande variedade de serviços financeiros oferecidos pelas instituições, incluindo corretagem de ações, emissão de cartões de crédito, seguros, entre outros.

Hoje, o maior obstáculo de serviços de m-payment no país é a falta de acordo entre os principais envolvidos nas transações: bancos, empresas de cartão de crédito e operadoras celulares. Em primeiro lugar, porque a tecnologia desafia o atual e bem estruturado formato usado pelas empresas de cartão de débito e de crédito. Também há uma dura negociação em torno da divisão da receita dos serviços, que serão prestados pelos bancos e empresas de cartão mas que terão de utilizar as redes das operadoras de telefonia celular. A conta, para muitos dos envolvidos, ainda não fechou. Há outras questões em discussão, como padronização tecnológica, integração de sistemas e segurança da informação. Habituar os consumidores a pagar com o celular é outro desafio que tende a ser solucionado com o tempo, pois trata-se de uma questão cultural

A analise divulgada pela insight-corp.releva que oito aplicações financeiras para telefones celulares que estão previstas para se tornar parte da rotina diária de cerca de 2,2 bilhões de usuários móveis no mundo, nos próximos cinco anos. Segundo seu relatório, estas seriam as oito aplicações:

• mobile banking
• mobile stock trading
• mobile proximity (para quem tem pouco ou nenhum acesso ao sistema bancário)
• mobile retail (celular como meio de pagamento)
• mobile credit cards; mobile barcoding (códigos de barra para aplicações móveis)
• mobile P2P
• mobile gaming and gambling

Todas as aplicações irão gerar US$ 124 milhões para os desenvolvedores de aplicativos e para as operadoras móveis que provêm acesso a estas aplicações durante o período de previsão.

No estudo"The Mobile Phone and Financial Applications Worldwide, 2009-2014", o número cumulativo de usuários que assinarão cada um dos serviços financeiros móveis irá mais do que triplicar no período entre 2009-2014. Ficou destacado que embora todas as aplicações rodem no mesmo dispositivo de usuário final, cada uma delas representa um conjunto único de fatores que influencia a aceitação e as prospecções do mercado. Esta é a razão da necessidade de cada aplicação ser mapeada e analisada de forma independente uma da outra.

Teoricamente, o mobile payment é perfeito. Na prática, nem tanto. Ainda há uma série de problemas a serem resolvidos para a idéia sair do conceitual e se transformar em realidade. O principal desafio é encontrar um modelo de negócios que seja sustentável. No modelo tradicional de cartão de crédito, a operação tem seus valores divididos entre três partes: a empresa de cartão de crédito, o banco e o varejo. No m-payment, a operadora de telecom entraria como um quarto integrante, o que significa uma divisão maior da receita. Chamado de revenue sharing, esse modelo é o preferido das operadoras.

Os bancos reclamam que elas exigem 50% da receita líquida para viabilizar o negócio. A medida reduz muito as margens de cada transação, o que inviabilizaria a prestação dos serviços, principalmente os de produtos em que a margem já é naturalmente pequena, como o pagamento de pedágios, ônibus, máquinas de refrigerante e ingressos, por exemplo.

Tendência mundial

A integração da NFC (Near-Field Communication - Comunicação em campo próximo) em cartões SIM, por exemplo, apresenta oportunidade de negócios para as operadoras móveis que buscam soluções colaborativas para trocar conteúdo com ou sem conexão à internet, seja música, fotos, mensagens etc. Assim, as soluções de plataformas sociais são integradas ao mundo real e atuam como ferramentas de informações passivas para localizar pessoas, em deslocamentos profissionais e turísticos, em aeroportos e transportes públicos. Pagamentos e compras de bilhetes não foram esquecidos.

Hoje, a certeza de que os consumidores utilizarão cada vez mais seus dispositivos móveis para realizar pagamentos e acessar suas informações bancárias vem movimentando as instituições financeiras e as operadoras de telecom no mundo todo. A questão é preparar-se para superar os novos desafios e unir forças para levar toda a comodidade dos serviços financeiros móveis ao usuário.

Além da Ásia, outros mercados avançam no desenvolvimento de m-payment, como Romênia, Portugal, Inglaterra, Argentina, Venezuela e Colômbia. A Spring Wireless, empresa brasileira de aplicações móveis, por exemplo, está fornecendo a tecnologia necessária para a criação de um banco novo e diferenciado, que funcionará apenas pelo celular, em um projeto encomendado pelos bancos Mercantil, da Venezuela, e Bancolombia, da Colômbia. Em piloto, o projeto deve entrar em operação entre dezembro deste ano e janeiro de 2008. “Será um banco que só existe no celular e deverá atrair 2 milhões de clientes até o final de 2008”, diz Marcelo Condé, presidente da Spring Wireless. Para sacar dinheiro, o correntista terá de ir a um ATM com o celular, que, por sua vez, receberá e enviará uma senha de acesso ao sistema. Se a idéia pegar na Venezuela e na Colômbia, ela poderá ser copiada em um curto espaço de tempo no restante do mundo. É aguardar para ver.